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Sentido Literário

5 set

Olá! Sei que prometi falar sobre minhas viagens, mas antes quero contar uma novidade!

Esses dias, alguns amigos tiveram a ideia de criar um pequeno grupo de escritores (profissionais e amadores), que se reuniria todo domingo para fazer alguma atividade relacionada à escrita. Assim, ao mesmo tempo que nos divertiríamos juntos, quebraríamos a cabeça para desenvolver nossa criatividade.

Demos ao grupo o nome de “Sentido Literário”, e ele está sendo um sucesso! No primeiro encontro, escrevemos três contos colaborativos, e hoje tivemos nosso segundo encontro, no qual criamos seis tirinhas. São apenas exercícios, mas o resultado tem sido bem interessante!

Para conhecer nosso grupo e ler o que já escrevemos, visite o blog: www.sentidoliterario.wordpress.com.

Natal Sebrae – Cartinhas

12 dez

Bem, a campanha Natal Sebrae acabou. Tínhamos o objetivo de levar um feliz natal a 400 crianças carentes, mas ultrapassamos essa meta, conseguindo mais que o dobro! No total, 828 presentes doados. Foi um sucesso! 😀

Está meio atrasado, mas vou mostrar agora uma das coisas que fizemos pra chamar a atenção da galera: entregamos a todos os colaboradores uma meia, botinha, sei lá… bem bonitinha! E dentro, um cartão pedindo doações.
Quem ficou responsável por desenvolver esses cartões fui eu, e decidi fazer em forma de cartinha das crianças. Lembrando que todas as cartinhas são fictícias, assim como o nome das crianças, aqui está o resultado do meu trabalho:

Além da meia branca, tinha também verdinha e vermelha (a vermelha era a mais linda!)

E essa é a parte que eu que fiz: 😀

No final das contas, cada um achou uma utilidade pra meia. Alguns deixaram de enfeite, outros usaram como meia de celular, e outros como porta-moedas hehehe… e o melhor de tudo: as unidades do Sebrae se organizaram para arrecadar brinquedos. Foi bem legal! 🙂

Campanha para o Trabalho Interdisciplinar

19 nov

Ultimamente eu tenho postado muito pouco. O motivo é o trabalho interdisciplinar que estive fazendo nas últimas semanas, mas graças a Deus eu apresentei esse trabalho hoje, e agora estou me sentindo muito mais leve!
O tema do meu trabalho era o Hospital do Câncer Alfredo Abrão, daqui de Campo Grande. Eu precisava criar uma campanha publicitária completa, com marketing, pesquisa, planejamento, defesa de mídia, mapas de mídia, orçamento de mídia e produção, criação das peças gráficas e áudio-visuais e resultados esperados. Ufa! Eu canso só de falar.

Fiz esse trabalho em trio, enquanto todos os outros grupos eram compostos por 6 ou 7 pessoas. Foi trabalho pra caramba… mas valeu a pena!
Apesar de me envolver com todas as partes da campanha, a minha responsabilidade mesmo era a criação. Vou mostrar pra vocês as peças gráficas que eu fiz:

Outdoor
Título: O câncer tem cura. Doe. A vida vale mais.
obs: O título do outdoor é utilizado na assinatura de todas as outras peças.

Enox
Título: Algumas coisas valem mais que o dinheiro. Curtir com os amigos é uma delas.

Revista página dupla
Título: Algumas coisas valem mais que o dinheiro. Voltar a jogar bola com os amigos é uma delas.

Jornal
Título: Algumas coisas valem mais que o dinheiro. Pular de alegria é uma delas.

Mídia alternativa
Título: Algumas coisas valem mais que o dinheiro. Sonhar com o futuro é uma delas.

Full banner
Título: Algumas coisas valem mais que o dinheiro. Voltar a ser criança é uma delas.
obs: Isso aí é só o storyboard, hein? A versão final seria uma animação.



FIM! Nunca mais quero ouvir falar de inter… só no ano que vem 😦
Hoje eu vou dormir com o sentimento de “dever cumprido”. Será a melhor noite em meses!

E amanhã eu começo a criar minha apresentação pro CCAA. Haja fôlego!

Agora vou tirar o atraso, e fazer tudo o que não pude durante o inter. Minhas pendências:
– Em primeiro lugar, justificar o meu voto! Antes que o prazo acabe…
– Ir no Detran assumir a multa que foi pro nome do proprietário do meu carro… meu pai! Ups!
– Devolver a camiseta do Tanaweb, que eu devia ter devolvido meses atrás…
– Ir no ginecologista. O prazo era até essa segunda que passou…

É isso. E para quem tá aí se perguntando: Sim. Existe vida após o Inter.
Beijos =)

Conto aleatório

17 out

Por que estou escrevendo isso aqui? Não sei. Talvez para não esquecer. Vai que isso me é útil algum dia…

De qualquer forma, o que vou começar a escrever por aqui são histórias aleatórias que surgem do nada na minha cabeça.

Lá vai!

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– Por que tá me olhando desse jeito? Você sabe que eu gosto de você há muito tempo. – disse Kaio, chegando mais perto de Laís. Esta se distanciou ainda mais, espremendo-se contra a parede. Já não tinha mais para onde fugir. – Eu gosto é de você. – repetiu, se aproximando cada vez mais. Os olhos já semicerrados, os lábios quase tocando nos dela.

Quando de repente, ela o empurrou para trás com violência.

– Você acaba – berrou Laís, se distanciando da parede, na direção de Kaio, apontando o dedo na cara do rapaz. – de perder todo o meu respeito! – virou-se para a direita e deu alguns passos, deixando Kaio para trás.

E, fugindo daquela situação constrangedora, parou a poucos centímetros de esbarrar em Eduardo. Foi um leve susto quando seus olhares se cruzaram, e a menina sentiu sua face se avermelhar.

Paf! Laís ouviu um barulho às suas costas. Virou-se na direção de Kaio, e percebeu que ele não estava mais sozinho. Acabara de chegar a última pessoa que Laís queria ver nesse momento: Bianca. E o fato de Bianca ter acabado de dar um tapa no rosto de Kaio significava que ela já estava assistindo a cena há alguns minutos.

– Nunca mais olhe na minha cara! – berrou Bianca, aos prantos. Mas Kaio não parecia muito preocupado.

Inconformada, Bianca virou na direção de Laís, lançando-lhe um olhar furioso, ainda com lágrimas escorrendo de seus olhos.

– Bianca… – foi a única palavra que Laís pôde dizer, com a voz falhando, antes de Bianca virar o rosto com violência, e sair dali batendo os pés. “Eu a odeio”, pensou. Mas logo seu pensamento mudou. “Não… eu não a odeio… eu queria SER ela”. E correu, sem rumo, enquanto chorava desesperadamente.

Randômico

1 jul

Boa noite!

Hoje eu não colori desenho algum, então vou postar as imagens de um storyboard que eu já tinha feito semanas atrás para a matéria de Redação Publicitária III.

Photobucket

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Fiz ele em cima de uma cena de um texto que a professora passou. É um texto muito bom, com um final imprevisível, sugiro a todos que leiam:

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Randômico

Escolhi o bolo pela cara. Era de milho. Gosto de milho. Podia ser de côco. Eram todos parecidos na vitrine gordurosa. Eu podia, também, ter escolhido pelo sabor e assim solicitar ao atendente. Mas não o fiz. Escolhi aleatoriamente, pela aparência mesmo. Queria o efeito surpresa.

Saindo da padaria havia uma bifurcação e eu sempre ia pela esquerda. Não sei por que razão, mas normalmente era assim. Parei diante dela e fui pela direita, como que desafiando o hábito, provocando o cérebro já acostumado a não pensar mais sobre o trajeto já traçado mentalmente.

Não que eu nunca tivesse tomado o caminho da direita. Eu o conhecia, mas só ia por ele quando havia uma necessidade de passar por ali, como comprar algo na farmácia, que pelo caminho da esquerda não encontrava, ou quando queria ver, na pet shop, os filhotes de cachorros que lembravam minha infância. A distância era a mesma e a paisagem era até mais bonita. Por que diabos eu nunca ia por ali? Não sei.

Quando cheguei na parada de ônibus lembrei que, além de existirem outras duas linhas possíveis para aquele trajeto, ainda havia a opção do metrô, por um preço quase equivalente. Arrisquei o trem. Nada mal. Naquele horário estava até mais vazio que os coletivos urbanos.

Desci no meu ponto e entrei na primeira floricultura que encontrei. Normalmente eu levaria rosas. Achei tão previsível que, mais uma vez no mesmo dia, arrisquei. Levei uma única e lasciva orquídea lilás para nosso primeiro encontro amoroso.

Após o banho em casa, fiz o mesmo. Deixei de lado a camisa azul passada e separada para o compromisso de logo mais. Vesti a rosa, clarinha, tão elegante nas revistas, mas que eu sempre evitava usar. Sei lá. A azul era tradicional e caía tão bem. Também ousei no perfume. Troquei a confiável fragrância amadeirada por uma cítrica do frasco quase cheio.

Conheci Joana quando saíamos do cinema. Era uma comédia romântica. Geralmente não assisto a comédias românticas. Não lembro do título e nem dos protagonistas, mas lembro dela, com seu cabelo longo que, conforme as rajadas do ar condicionado, duas filas diante da minha, revelava um pouco da sua nuca e me causava arrepios.

Na saída, simulei um esbarrão e, me desculpando, desajeitado, puxei assunto. Ela sorriu de um modo tão revelador deixando evidente que percebera meu forjado encontrão. Corei. Ela, entretanto, correspondeu e foi delicada. Achou aquilo engraçado, como confessara no nosso primeiro café, no dia seguinte. Falamos por quase uma semana ao telefone, até o dia de hoje.

Ela me recebeu deslumbrante num vestido preto, curto, colado. Convidou-me a entrar, colocou a flor sobre a mesa e sugeriu um vinho. Ofereceu-me três opções. Deixei que ela escolhesse. Já confiava no seu bom gosto. Ela serviu camarão e fui obrigado a revelar minha fatal alergia. O susto logo cedeu lugar ao riso e lembramos que ontem mesmo ela havia perguntado sobre alguma restrição alimentar, e eu omiti. Estava me divertindo com tanta novidade e leve por permitir o acaso.

Com os corpos colados, mais quentes e audaciosos que quando sóbrios, e antes do primeiro e arrebatador beijo, ela entregou:

– Meu verdadeiro nome, é Jorge.

Pois podia ser João, José, Juvenal, Jurandir. Já não tinha a menor importância.

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Este texto é de autoria de “O Destro”, e foi postado dia 15 de outubro de 2007, no blog O Destro & O Canhoto.