Viagens

2 set

Minha memória é ruim, isso é fato. Mas, mesmo para uma memória ruim, existem momentos tão incríveis, tão extraordinários, que são impossíveis de esquecer.

Ver o contra-luz do Sol no Morro do Pico pouco antes de aterrissar em Fernando de Noronha, subir no teleférico após esquiar nas ladeiras brancas do Vale Nevado, ler a história da Vênus de Milo enquanto a admiro pessoalmente, no Louvre. Estes são alguns dos momentos mais emocionantes que já vivi nas viagens que tive a oportunidade e o prazer de fazer. São lembranças tão íntimas e tão preciosas que não devem ser guardadas só para mim, elas merecem ser divididas. É por isso que decidi falar no meu blog sobre os lugares que visitei e as impressões que tive.

Em breve farei o primeiro post!

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Machismo

13 ago

O mundo é machista. Infelizmente, muitas mulheres foram criadas fracas e dependentes, e se submetem às pressões da sociedade. Muitas não podem trabalhar, ou trabalham recebendo salário inferior ao dos homens; sofrem assédio moral, sexual, e se sentem presas a maridos que, muitas vezes, não merecem seu carinho.

Quando eu era criança, não sabia que esses absurdos aconteciam. Minha família me criou protegida em um mundo inocente, onde todas as pessoas tinham direitos iguais. Só fui saber disso quando decidi entrar no mercado de trabalho. Mas nessa ocasião eu já era uma mulher crescida e forte, e o machismo já não podia mais me afetar.

Não que eu vá queimar sutiã em praça pública! Mas eu sei que lugar de mulher é… onde ela quiser. E assim sou eu, faço minhas próprias escolhas e trilho meu próprio caminho. Obrigada, família.

Quando aprendi a ler

12 ago

Aprendi a ler e escrever bem cedo. Eu tinha quatro anos e estava no jardim I, e minha turma tinha aula de manhã na mesma sala que o pré tinha aula à tarde, a diferença é que nós só aprendíamos a usar lápis de cor, enquanto eles aprendiam o alfabeto. Mas a sala era a mesma, recheada de murais contendo várias palavras, e um imenso alfabeto acima do quadro negro. Sendo assim, todo dia eu fazia a mesma coisa: pintava e desenhava de acordo com o que a professora tinha mandado, e depois copiava o alfabeto no verso da folha.

Assim passei o jardim I e o jardim II. Quando chegou a hora de entrar no pré, a diretora da escola chamou minha mãe para conversar. Ela disse que o objetivo principal do pré seria ensinar as crianças a ler e escrever, e, como eu já sabia, poderia pular direto para a primeira série. Nessa ocasião, minha mãe fez uma decisão muito sábia e me matriculou no pré mesmo. Os motivos eram vários: eu era uma criança muito pequenininha e teria dificuldade em me adaptar; além de português, no pré eles também ensinavam matemática; eu já tinha amiguinhas na turma; etc.

O que mais me intriga nessa história não eram as opções que minha mãe teve, nem a escolha que fez, mas o fato de que isso mudaria minha vida completamente. Não é apenas uma questão de imaginar se eu teria me adaptado à primeira série, e sim o que viria depois disso. Eu teria participado de grupos diferentes, feito coisas diferentes, teria outros professores, outros amigos, talvez nem tivesse chegado a conhecer meu namorado! E, se na hora que saí do terceirão eu já estava confusa sobre qual carreira seguir, imagine se isso tivesse acontecido mais cedo!

É impossível saber se minha vida seria melhor ou pior do que é, mas não tenho a menor dúvida de que hoje eu seria outra pessoa. Talvez uma pessoa melhor, talvez uma pessoa pior. As possibilidades eram infinitas!

Eram tão infinitas quanto são hoje.

O fim de um blog… e o início de outro!

26 abr

O título diz tudo: após um ano e nove meses de postagens e comentários, o meu blog pessoal chega ao fim. Mas não se desespere! Continuarei postando, mas agora no blog do estúdio de ilustração Panda Vermelho, para onde também copiei os posts mais interessantes deste aqui.

Clique na imagem abaixo e continue me acompanhando:

Crônica: Torrente

11 mar

TORRENTE

(Autora: Karen I. Soares)

Cenário de guerra. É assim que os jornais descrevem nossa cidade. Muros caídos, casas arrasadas, pontes em ruínas. À minha direita, uma árvore na posição horizontal exibe suas raízes recém-arrancadas da terra pela chuva violenta. O córrego corre furioso. Suas águas, muito mais altas do que de costume, exibem coloração marrom e retratam os desastres da noite anterior. Pedaços de lixo flutuante são arrastados ao bel-prazer da correnteza, e logo somem de vista.

O trânsito é caos, sempre é. Semáforos não funcionam e leis não mais existem. Um carro desvia de um buraco e cai numa poça, jorrando água para o alto e encharcando um pedestre, mas não se importa. Todos estão confusos, preocupados. Tentam garantir a segurança de sua família e bens, as suas coisas.

Mas eis que, no meio do caos, heróis surgem. Ouve-se o assovio de um apito, e todos os carros param. É um agente de trânsito. Um ser humano como você e como eu, cuja função é cuidar da segurança de todos, e todos respeitam esta função e obedecem às suas ordens. Ao som do apito, motoristas param e prosseguem, e o trânsito torna-se harmonioso. Jamais se inventará um semáforo automático tão bom quanto um ser humano.

Em uma região menos flagelada da cidade, o sinal vermelho impede que alguns carros se movimentem, enquanto outros cruzam seu caminho. Novamente, um som deixa todos em alerta, é o som de uma sirene. Os motoristas ouvem, param, identificam de que direção a ambulância vem e tomam providências.

Aqueles que estão cruzando ignoram o sinal verde e se atêm de prosseguir. Aqueles que estão parados, ignoram o sinal vermelho e cruzam, afastando-se para a lateral da rua, a fim de abrir passagem. Alguém pode estar morrendo naquela ambulância, não podemos atrapalhar!

Em meio à desorganização, instintivamente as pessoas se organizam e confiam naqueles que não querem nada senão ajudar. Mesmo em meio ao caos, à destruição e às dificuldades, a ajuda surge e as pessoas colaboram. Isso faz eu me lembrar que, apesar de tudo, ainda vivemos em sociedade, e que, amanhã, o Sol vai raiar.

Clique aqui para ler a notícia: Campo Grande (MS) decreta
estado de emergência por causa das chuvas

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Lápis de Cor

24 fev

Participei ano passado de um concurso bem interessante, você comprava um desenho a lápis e tinha que finalizar, podendo ser monocromático ou colorido. O vencedor foi um inteiro feito de caneta bic, ma-ra-vi-lho-so.

Eu escolhi um desenho de Arina Tanemura. Ia colorir com giz aquarelável, mas o tempo apertou e acabei fazendo com caneta nanquim e lápis de cor. Segue abaixo o resultado.

Panda Vermelho

19 fev

Está no ar o portifólio do Panda Vermelho! Pra quem não sabe, esse é o estúdio de publicidade e ilustração composto por mim e pelo Luís Brueh. Nós fazemos mascotes, personagens, histórias em quadrinho, animações, logomarcas, papelaria, anúncios, fachada de loja, e publicidade em geral.

O espaço físico ainda está em construção, mas já estamos atendendo nossos clientes! Clique no panda vermelho acima para conhecer nosso site.

Mais pintura em tela!

18 fev

Comprei uma revista sobre pintura em tela! Ela tem várias dicas e ensina passo-a-passo como fazer pinturas de paisagem. Com ajuda dela, pintei o quadro abaixo.

Agora estou me preparando logisticamente e psicologicamente para pintar os eucaliptos do meu pai…

Pintura em Tela

16 dez

Faz tempo que não posto no blog, estive ocupada. A questão é: ocupada com o quê? Vou contar uma historinha: Era uma vez uma Karen Soares que descobriu a pintura em tela e viveu feliz para sempre! É isso mesmo! Comprei tinta a óleo e tela e me aventurei por esse mundo maravilhoso de pintura. Estes são os meus dois primeiros quadros, o do gatinho é 20×30 cm:

E o da princesa com o sapo é tamanho 40×60 cm. Os dois desenhos também foram feitos por mim.

E aos que, assim como eu, desejam aprender esta arte, indico as vídeo-aulas da Eva Soares, que podem ser assistidas no site dela: www.evasoares.com.br.

Pequenas mudanças fazem grandes diferenças

15 nov

Um tempo atrás me solicitaram uma nova fachada para o Sebrae Regional Norte, em Coxim/MS. Realmente, estava precisando! Seguem abaixo o antes e o depois.

Antes

Depois

Bom, nesse caso não tem muito o que inventar, né? Mas como o título do post já diz, pequena mudança que faz grande diferença. Está muito melhor hoje!!