Bariloche, Argentina (parte 1/3)

20 set

Como prometido, vou falar das viagens legais que já fiz. Decidi começar por Bariloche, pois é uma das viagens mais antigas de que me lembro bem. Como o post ficou grande demais, resolvi dividi-lo em 3 partes, esta é a primeira.

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ÉPOCA DE BADALAÇÃO

No ano em que fiz 15 anos, meu pai me perguntou se eu ia querer ganhar uma festa de debutante ou uma viagem internacional. Não pensei duas vezes e fui numa excursão para Bariloche, Argentina. Como eu era uma adolescente maluca, adorei a viagem! Conheci várias boates diferentes, esquiei pela primeira vez e fiz uma grande amizade.

Naquela época eu gostava de farra. Tudo começou quando eu tinha 14 anos e conheci o “Domingo Teen” em uma casa noturna de Campo Grande. Era uma festa que acontecia todo domingo, das 18 às 23 horas, onde não havia bebida alcoólica, e só podiam entrar pessoas de 10 a 17 anos. Passei a ir sempre com minhas amigas, nós dançávamos, bebíamos Coca-Cola e encontrávamos a galera. No fim da festa, quando o lugar fechava e todo mundo era posto pra fora, os meninos brigavam lá na frente, clã contra clã, e todo mundo ficava pra assistir. A gente achava engraçado, mas hoje eu vejo que era um problemão! Deve ser por isso que o Domingo Teen não durou muito tempo…

Como as festas teens passaram a ser escassas, minhas amigas e eu começamos a frequentar baladas adultas. Todo sábado bebíamos cerveja, conhecíamos rapazes muito mais velhos, voltávamos pra casa ao nascer do sol. Graças a Deus nada nunca nos aconteceu! Eu não sou uma pessoa religiosa, mas com tantos casos de drogas, estupro e prostituição, só Deus mesmo pra ter evitado que algo ruim nos acontecesse. Tenho dito que, no dia em que eu tiver uma filha, ela vai ir todo dia de casa pra escola e da escola pra casa, e vai passar o fim de semana inteirinho em casa, assistindo Cartoon Network, que é para não fazer todas as maluquices que eu fiz! Hahaha.

*

AS BOATES

A viagem a Bariloche foi o meu Woodstock. Assim como o Woodstock marcou o ápice e declínio do Flower Power, esta viagem marcou o ápice e o declínio da minha vida boêmia. Lá estão as maiores e mais legais boates que já conheci. Cada uma com uma temática diferente: a By Pass tinha decoração romana, a Genux parecia uma nave espacial, a Cerebro exibia, exatamente à meia-noite, um show de lasers. A Grisú foi a que mais gostei, é como se eu estivesse dentro de uma mina de carvão, os corredores formavam um labirinto. Certo momento eu estava num mezanino, e queria descer para a pista de dança. Andei, andei e não conseguia encontrar o caminho!

A última, que também gostei muito, foi a Rocket. Como o nome sugere, ela era em forma de foguete. A boate era mais alta do que larga, possuía vários bares, pistas e mezaninos, e, de onde você estivesse, podia ver quase todas as áreas. Nesta nós fomos duas vezes.

As boates estavam inclusas no pacote e, assim que você entrava, ganhava um vale-balde. O balde era um copo gigante (do tamanho de um balde!), cheio de uma bebida aleatória. Eu digo aleatória porque você entregava o vale ao barman e ele fazia uma mistura qualquer, jogava um punhado de canudinhos dentro e te entregava. Cada vez vinha de uma cor diferente! Aí todo mundo dividia, e cada pessoa bebia de vários baldes em uma mesma noite. A primeira vez que pedi o meu, vi uma placa bem grande que dizia: “não vendemos bebidas a menores de 18 anos”. Apesar disso, ao dar o primeiro gole fiquei completamente zonza. Então dei uma bela risada. Afinal, naquela balada pelo menos 50% das pessoas eram menores de idade!

Como um balde era suficiente pra maioria das pessoas, e lá fora era muito frio, a única coisa que tínhamos que levar para as boates eram 2 pesos, para deixar o casacão no guarda-volumes. Lá tocava música eletrônica e música argentina, e o ônibus da excursão partia para o hotel às 2, às 3 e às 4 da manhã. Eu sempre pegava o último.

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Continua no próximo post 🙂

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2 Respostas to “Bariloche, Argentina (parte 1/3)”

  1. LETICIA novembro 10, 2011 às 6:16 am #

    amei continue assim

  2. Caroline março 25, 2013 às 4:44 pm #

    Então em todas a baladas é permitida a entrada de menores de 18?

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