Continuando o post sobre livros, hoje vou falar dos que eu li e não gostei. Essa é a parte mais difícil… espero que ninguém me xingue!
LIVROS QUE NÃO RECOMENDO
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ARTEMIS FOWL, EOIN COLFER
Eu simplesmente adoro a forma como Colfer narra sua história. Ele foca em um personagem por vez, mostrando tudo o que ele vê e sente. Mas o mais incrível é a forma como ele passa de um personagem para outro. A história segue de forma fluida, e a leitura gostosa. Se eu ler algum dos outros livros dele, talvez até goste. Mas não Artemis Fowl.
Comecei revirando uma prateleira de uma livraria. Agradeceria se tivesse escrito o número do livro em algum lugar fácil de encontrar, assim eu não levaria tanto tempo para descobrir que o primeiro livro é Artemis Fowl, O Menino Prodígio do Crime. Agora parece meio óbvio, mas na hora não parecia. Mas agora pensando bem, são poucas as coleções que possuem o número do livro, que eu me lembre só Deltora Quest. Preferia que todas tivessem.
Ok. Comprei o livro, li e adorei. O problema foi quando decidi ler o segundo. Mais um tempão na livraria para descobrir que o segundo era Artemis Fowl, Uma Aventura no Ártico. E foi quando comecei a ler este, que percebi que mal lembrava o nome dos personagens. E após algumas conversas, percebi o quanto era boba uma história onde um menino superdotado, super-rico e super-sagaz decide roubar o ouro dos duendes, que na verdade moram num mundo subterrâneo. E anões que cavam túneis comendo terra na frente e ahm… defecando atrás, como uma minhoca. Resumindo, a história não me cativou, não convenceu.
Dizem que o livro 7 é muito bom. Mas eu não estou nem um pouco com vontade de ler quatro livros ruins só pra ler um bom depois, e também não tenho vontade de pular metade da coleção. O 1 até que é legal também, até que inventaram de criar uma versão de quadrinhos… E o Artemis, que era um personagem até que legal, passou a ser apenas uma criança esquisita.
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FRONTEIRAS DO UNIVERSO, PHILIP PULMAN
Pra quem não sabe, Fronteiras do Universo é o nome da coleção que inclui: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil, e A Luneta Âmbar.
Saí da sala do cinema com várias dúvidas sobre o enredo do filme (por que eles fizeram tal coisa, se não tinham motivo algum?), e um pouco desapontada com a recente descoberta de que se tratava de uma trilogia. Então decidi que não iria esperar pelo próximo filme para saber como a história continuava. Preciso dizer que adorei os ursos de armadura?
Comprei o primeiro livro. A história começou exatamente igual ao filme, e parecia que nunca ia começar a realmente acontecer alguma coisa. Mas a história começou a acontecer, apesar de nunca atingir a velocidade que eu esperava. Várias das minhas dúvidas foram sanadas, pois eram apenas erros de adaptação, e descobri que um dos mocinhos do filme não mantém a impressão de bonzinho da história durante todo o livro. E, ao contrário do filme, o livro tem final SIM. Não é como Senhor dos Anéis, que continua no próximo episódio, mas como Harry Potter, que cada livro tem início, meio e fim. Mas em A Bússola de Ouro, eles cortaram o final do filme, onde o tal personagem fica malvado.
Apesar de ser um livro meio morno, a curiosidade bateu, e eu comprei o segundo. Então eu percebi o quão escancarada é a heresia dessa série. Chega ao ponto de os personagens quererem o impeachment de Deus! E juntarem um exército pra isso, incluindo humanos, anjos, bruxas, e todo tipo de criatura. Até matam criancinhas pra poder ultrapassar as fronteiras do universo, entrando em algum outro mundo paralelo. Eu fico imaginando… ao contrário do primeiro livro, o primeiro filme é bem tranquilo e infantil. Então como será que eles esperam fazer o segundo?
Depois disso tudo, desisti de ler o último livro. Em vez disso, li alguns spoilers na Wikipédia, o que serviu apenas para reforçar minha aversão.
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CREPÚSCULO, STEPHENIE MEYER
Ao ter em mãos um livro sobre vampiros, e ainda por cima escrito por uma mulher, a primeira coisa que me veio à mente foi que com certeza esses vampiros seriam bem diferentes daqueles com que estou acostumada. Imaginei que se bronzeariam, se afogariam, se apaixonariam por humanos, e andariam de braços dados com lobisomens. Eu já estava psicologicamente preparada. Mas, para meu espanto, até que não foi tão ruim assim. O vampiro se apaixona sim por uma humana, e adora o sol. Mas ele não respira e, apesar da atual trégua, vive uma rivalidade com os lobisomens. No quesito vampiro, a autora está aprovada.
O maior problema dessa história é que ela é boba. Simplesmente boba. Pra começo de conversa, ela é inteira baseada em amor à primeira vista. Que os românticos me perdoem, mas eu não acredito nessa baboseira. Nunca aconteceu comigo, me interesso muito mais por quem está sempre comigo e me faz companhia. Amor à primeira vista pode até existir como algo mais carnal, mas não aquela coisa melosa que aparece no livro.
Então a história é essa: o vampiro gato pra caramba, rico e cavalheiro se apaixona de repente e sem motivo algum pela garota desastrada que não tem nada em especial. E eles passam o livro inteiro naquela “você devia ficar longe de mim, sou perigoso”, “mas eu não tenho medo de você”. Nada acontece até quase no final, quando aparece o vampiro malvadão que quer o sangue da menina. Então eles fogem. A menina, o vampiro galã e a família vampira dele (que, diga-se de passagem, só sugam sangue de animais, e nunca de pessoas). Fogem sem motivo algum. No final das contas, dois dos vampiros bonzinhos facilmente dão uma coça no malvadão, mas não antes deste dar umas porradas na menina.
Além do enredo, a narrativa também é péssima. A autora definitivamente não sabe narrar cenas de ação. Por isso, sempre que alguma coisa vai acontecer, misteriosamente a personagem principal desmaia, ou não consegue ver direito o que aconteceu, poupando a autora de uma descrição mais difícil. Piada!
O final é muito sem graça. Eu já estava decidida a não comprar Lua Nova, o segundo livro da coleção, quando tive uma surpresa: provavelmente sabendo que a obra era uma porcaria, publicaram o primeiro capítulo do segundo livro no final do primeiro. Um capítulo inteiro! Que termina numa situação muito boa, mas já até imagino o desfecho bobo que deve ter, no segundo capítulo. Bem, essa é a minha opinião. Minha irmã mais nova adorou, então dei o livro pra ela. E quanto ao filme que vai sair… eu vou assistir, pelo trailer parece que vai ser bom sim. Espero que ele supra algumas faltas do livro.
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CORALINE, NEIL GAIMAN
Não me lembro onde foi o primeiro lugar que li sobre Coraline, me lembro apenas de estar procurando resenhas na internet. Achei muito interessante, parecia uma Alice no País das Maravilhas para adultos. O autor é o mesmo de Stardust – O Mistério da Estrela, que deu origem àquele filme maravilhoso filme ano passado. Então minhas expectativas eram grandes.
Mas no final das contas, acabei nem sequer abrindo o livro. Isso porque emprestei para o Luís antes. Ele leu, e me descreveu o livro inteiro como um plágio descarado de O Ladrão da Eternidade, de Clive Barker, que foi publicado em 1991 (uns 10 anos antes de Coraline), e recebeu uma versão em quadrinhos em 2005 (que, diga-se de passagem, é muito boa!). Agora estou na dúvida se leio ou não, mas acho que não vou perder meu tempo… pena que o dinheiro já era!
Agora, enquanto escrevia esse post, acabei de ficar sabendo que ambos, Coraline e O Ladrão da Eternidade, ganharão uma versão para as telonas ano que vem. Vamos ver quem faz uma adaptação melhor, certo? E eu estarei lá, nas duas sessões, para tirar minhas próprias conclusões.