Mês passado criei mascotes para dois macroprocessos (sub-setores) do Sebrae/MS. Não vou postar aqui os que foram aprovados, mas sim os que mais gostei:


Novembro 6, 2009 às 9:53 pm (1. Ilustrações)
Tags: abelha, colorização, contrato, cor, corel, coreldraw, desenho, ilustração, mascote, papel, parceria, personagem, sebrae, vetor
Mês passado criei mascotes para dois macroprocessos (sub-setores) do Sebrae/MS. Não vou postar aqui os que foram aprovados, mas sim os que mais gostei:


Outubro 23, 2009 às 5:25 pm (3. Contos)
Tags: conto, fobia, história, medo, noite, sensação, texto
FOBIA
(Karen I. Soares)
Andava pela rua deserta e úmida. Era noite sem lua e já passava da hora de estar em casa. De acordo com o movimento de meus braços, ouvia o som da capa de chuva ainda molhada esfregando em si mesma. Frep. Frep. Frep.
Na escuridão, tudo o que se podia ver eram, sobre as superfícies, o reflexo da luz longínqua de um poste. Caminhei lentamente pelo chão escorregadio de uma calçada, enquanto ouvia nada, além do som da capa da chuva. Frep. Frep. Frep.
O cheiro de terra molhada não servia de consolo em meio à sensação caótica que a rua deserta proporcionava. O silêncio mortal não significava solidão. Pelo contrário, o problema seria se alguém aparecesse. Sábado de madrugada. Além de mim, quem mais andaria sóbrio pela rua?
De repente, senti um movimento vindo de trás. Será que foi só impressão? Ou será que vem alguém? Pensei. Quem seria? Devo olhar e descobrir logo quem é? Ou será melhor continuar andando e fingir que não notei?
A sirene de uma ambulância irrompeu de algum lugar. O movimento às minhas costas persistia. O som diminuiu à medida que a ambulância se distanciava, até que desapareceu, deixando apenas o eco em minha mente. Comecei a pensar se teria que lutar por minha vida, enquanto o movimento teima em me seguir. Seria mais inteligente eu simplesmente correr? Com esforço, tomei uma decisão e, repentinamente, me virei para encarar meu seguidor.
Ninguém.
Olhei para a direita. Ninguém. Para a esquerda. Ninguém. Um vento frio passou pelo meu pescoço, gelando minha alma. Retomei meu caminho, com passos mais rápidos. O tempo voltava a fechar.
À medida que caminhava, percebi que não estava só. Sobre um muro à minha direita, um par de olhos felinos me observa. Negro como a noite, o gato estava imóvel como uma estátua, com exceção de seus olhos dourados, que me seguiam.
Quando me aproximei, sem emitir um som sequer ele deu as costas, misturando-se com a noite. Vagamente vi quando pulou pra o outro lado do muro, para o desconhecido.
Segui meu caminho. Discretamente, coloquei a mão no bolso e apertei o controle do carro. Entrei e tranquei a porta. Um raio rasgou o céu à minha frente, seguido de um trovão. Dei partida e pus o carro em movimento.
O limpador de pára-brisa varria a paisagem à minha frente enquanto a chuva começou a cair. Pelo retrovisor, via apenas a escuridão sendo deixada para trás.
O vidro embaçou. Contra minha vontade, liguei o ar. Vrrrrrrrrrrr. Peguei a via expressa. Para minha surpresa, ela estava deserta. Postes passavam por mim. Luz, trevas, luz, trevas, luz, trevas. Contava os minutos para chegar.
Não há nada no banco traseiro, pensei. Nenhum livro, nenhum casaco, nada. O som da chuva forte começa a me confundir. Chhhhhhhhhhh… Não havia nada no banco traseiro quando entrei no carro, eu conferi.
Será que conferi?
Olhei para frente, tentando manter a atenção na rua. Uma sombra passou pelo retrovisor. Num piscar, meus olhos foram guiados para ele, mas não havia nada. Nada além do banco traseiro. Não há ninguém no banco traseiro. Ninguém no meu campo de visão.
Estava na quinta marcha. Quais são as chances de aquaplanagem? Diminui a velocidade. Torci para que não houvesse ninguém no banco de trás.
Sai da via expressa. O bairro estava sombrio, mas eu não mais estava a pé. Passei por uma grande poça, jogando litros de água para todos os lados. Quando cheguei, o portão já estava aberto. Senti um calafrio. Será que apertei o controle uma quadra antes? Ou será que esqueci aberto? Terá entrado alguém? Devo chamar a polícia?
Com o carro estacionado, inspecionei o banco traseiro. Não havia nada. Sai do carro e tranquei. Respirei fundo. Abri a porta de casa. Nheeeeeeeeeeeec. O interior estava tão escuro quanto o exterior. Apesar disso, não liguei a luz. Não queria que percebessem minha chegada.
Atravessei a porta. Antes de fechar, procurei alguém escondido atrás dela. Ninguém. Lentamente, tirei a capa de chuva, deixando-a cair. Paf. A chuva caia violentamente lá fora. Dentro, ouvia apenas o som do silêncio.
Percebi que estava com fome. Mas a cozinha era longe demais, perigosa. Subi as escadas na ponta dos pés. Um degrau, dois degraus. Se o invasor estiver armado, este é o momento de disparar. Oito degraus, nove degraus. Comecei a sentir uma ponta de esperança quando me aproximava do topo da escada. Dezessete degraus. Fim. Estou no segundo andar, pensei. Alguns passos até a porta do quarto. Momento crucial. Se algo der errado agora, terá sido tudo em vão.
Levemente, toquei a maçaneta. Girei-a. Abri a porta. O interior estava escuro, a chuva açoitava a janela. Mais uma vez, inspecionei atrás da porta. Nada. Entrei e fechei-a, ainda no escuro. Silenciosamente, girei a chave. Acendi a luz. Olhei para os lados e percebi que o quarto estava vazio.
Uma sensação de liberdade invadiu meu peito quando me deixei desmoronar em cima da cama.
*
Agora que você terminou de ler, me diga:
O que você entendeu deste meu conto? Que fobia a pessoa tem?
Outubro 16, 2009 às 11:41 pm (1. Ilustrações)
Tags: arte, colorização, cor, desenho, ilustração, personagem, photoshop, tablet
Setembro 16, 2009 às 6:17 pm (6. Etc)
Tags: brasil, charge, independência, quadro, sarcasmo
Um pouco atrazado, mas vamos lá:

Isso aí surgiu de uma conversa com dois colegas do trabalho =)
Agosto 28, 2009 às 5:28 pm (1. Ilustrações)
Tags: coreldraw, desenho, ilustração, personagem, propaganda, publicidade, vetor
Mais uma do fundo do baú!
Esta personagem eu fiz quando estagiava na Compettence (atual Compet). Foi criada para o restaurante Bella Parmegiana, mas no final eles acabaram desistindo de fazer personagem
Julho 21, 2009 às 8:33 am (2. Anúncios)
Tags: apl, convite, eucalipto, sebrae, silvicultura
Este é o convite que eu fiz para o APL de Silvicultura em Ribas do Rio Pardo/MS. Ficou legalzinho, e o cliente interno também gostou. Tanto é que pediram para eu utilizar novamente o layout em um convite posterior.

Julho 13, 2009 às 1:05 pm (5. Diário Virtual)
Tags: amigo, casamento, história de amor, marido, noivado
Domingo fui ao casamento do primo do Luís, o Diego. Nunca vi um noivo chorar tanto… mas eu competi com ele pela taça de chorão da festa! Estava muito emotiva…
Quando eu conheci o Diego, se naquele momento alguém me dissesse que três anos depois eu presenciaria seu casamento, eu não acreditaria. Não que ele seja feio ou mulherengo, longe disso! Mas ele sempre pareceu brincalhão demais, exigente demais e impaciente demais com os assuntos femininos…
Pois nos últimos meses ele demonstrou… ser tudo isso que parecia! A grande diferença é que ao lado dele estava a Júlia, que era exatamente igual e ao mesmo tempo completamente diferente. Os dois combinavam certinho! E juntos organizaram uma casa e um casamento.
Foi na entrada da igreja que minha mente viajou para além daquele casamento onde eu estava, englobando todos os demais. Chegou um carro bonito, com vidro fumê e apenas uma fresta da janela aberta, para ver o motorista. Ali dentro estava a noiva.
O noivo sabia que ela estava ali, mas que não poderia vê-la. Tão perto e ao mesmo tempo tão distante. O nervosismo aumentando a cada minuto. Puxa, é meu casamento… nem acredito! Ao mesmo tempo, a noiva, dentro do carro, vê seu amado ao lado de fora e aguarda ansiosamente pelo momento de ter seu olhar correspondido. O nervosismo aumentando a cada minuto.
Deve ser frustrante, para um casal que passou tanto tempo junto, de repente ser separado! Não há paciência que faça o tempo parecer menor. A espera… a entrada do noivo, dos pais e dos padrinhos… e finalmente da noiva! Um lento caminhar que parece não ter fim. Tem que ir devagar como no ensaio, para os fotógrafos terem tempo de fazer seu trabalho…
Então chega o momento em que os noivos se dão as mãos novamente. Mágico! Daqui pra frente estamos juntos e será mais fácil. Apesar da ansiedade, não há medo. Afinal estamos juntos como sempre estivemos, e como sempre queremos estar! Inabaláveis. É assim que queremos ficar para o resto de nossas vidas e é por isso que estamos aqui.
O resto todo mundo já sabe, é feita a maior declaração que qualquer pessoa é capaz de fazer e todo mundo comemora. Mas eu continuei chorando. Emoção? Stress? Imaginação fértil? TPM? Uma mistura disso tudo? A verdade é que fiquei muito feliz pelos dois! Desejo-lhes uma vida cheia de alegria!!
Estes são os relatos de uma jovem mulher que não tem relatos para contar.
(Ainda!!)
Julho 12, 2009 às 2:25 pm (5. Diário Virtual)
Tags: foto, Four Models, modelo
A pedidos, adicionei todas as cenas do Zerinho no post anterior. Confiram!
Passei só para dizer que fiquei um tempo sem photoshop em casa, o que atrazou as minhas novidades, mas agora já está tudo certo e em breve postarei mais desenhos.
Fiquem agora com algumas das fotos que eu tirei na sessão da Four Models:


Junho 22, 2009 às 8:03 pm (1. Ilustrações)
Tags: corel, desenho, ilustração, livro, personagem, vetor
Passei um tempo sem postar devido à correria de final de semestre, mas estou de volta! Êêêêêê!
Hoje vou postar algumas das ilustrações que fiz para o Instituto Eduardo Ayub no final do ano passado. Foram 11 páginas e a capa de uma historinha chamada “Zerinho e seus amigos em: maus hábitos”, onde o personagem principal e mascote do Zero Cárie, Zerinho, ensina seus amigos como é bom não roer as unhas, não tomar mamadeira, não chupar dedo nem chupeta.
O personagem principal e a história já existiam, o trabalho consistiu em criar os demais personagens (o palhaço, a escova, o fio dental, os dentinhos incisivo frontal, lateral, canina e molar, e os figurantes) e colocá-los em ação!
Este trabalho foi uma parceria de sucesso! Os personagens foram feitos por mim, e os cenários (maravilhosos), por Luís Brüeh.












Maio 28, 2009 às 10:52 pm (5. Diário Virtual)
Tags: Europa, faculdade, Four Models, França, Inglaterra, lifestyle, modelo, publicidade, trabalho de conclusão de curso, viagem

Puxa, estou cansada! Essa semana trabalhei muito, fiz muitos trabalhos da facul, discuti com o grupo do TCC, tive pesadelos e fiquei doente. E ainda tenho muitas pendências!! Eu não diria que foi a melhor semana da minha vida…
Mas apesar disso tudo, estou feliz!
Domingo tivei novas fotos pro meu book da Four Models, e ficaram lindas!! Louca pra receber logo as fotos! A viagem se aproxima e tudo parece estar correndo bem. Além disso, também se aproxima minha viagem para Paris e Londres, que será em agosto. Já estou me preparando para não ter férias, já que em julho farei o intensivão da Aliança Francesa!
Minha vida está uma correria! Eu ainda queria começar uma pós-graduação essa semana, mas desisti. Se continuar assim, não vou ter tempo de estudar pra nada direito! Estágio, faculdade, TCC, estudo bíblico, aulas de modelo, inglês, francês, e ainda por cima pós?? Tô fora! Essa fica pro ano que vem!
Falando nisso, ainda não fiz meu discurso pro teste de inglês… acho que vou traduzir algum texto do meu blog! Ah, e ainda estou tendo problemas com o photoshop… Tô louca pra colorir logo o desenho que eu fiz pra um topo novo do blog, mas vai demorar um pouquinho ainda.
Pois é, minha vida está do jeito que eu gosto: milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo!! O bom é que as preocupações sobre o ano que vem vão embora à medida em que eu me ocupo com as preocupações desse ano!
Maio 22, 2009 às 7:00 pm (1. Ilustrações)
Tags: arte, cor, desenho, economia, ilustração, photoshop, quadrinhos, sebrae, tirinha

Quebrando o clima triste que se instalou nos meus últimos posts, trago hoje a minha primeira tirinha!!
Esse mês foi criado um progama de economia no Sebrae/MS, o Faça + com -. Coincidentemente, logo depois disso grande parte do prédio ficou sem telefone e a internet estava péssima. Pra completar, certo dia ficamos a tarde inteira sem luz. Então eu desenhei meus colegas e fiz essa tirinha!
Assim que eu tiver alguma idéia, vou fazer outra tirinha. Por enquanto, conheçam o blog do Faça + com – (eu ajudei a fazer a logomarca!): Clique aqui.
Maio 20, 2009 às 1:42 pm (5. Diário Virtual)
Tags: ônibus, escolhas, futuro, sonho, vida

Ontem sonhei que eu estava na companhia de uma pessoa de quem eu gosto, mas que só se dá mal nessa vida… mas também se esforça muito pouco para que as coisas passem a dar certo. Estávamos na frente da casa dessa pessoa esperando o ônibus, junto com outras pessoas que faziam o mesmo. Eu queria ir para o centro de Campo Grande.
De repente chegaram dois ônibus ao mesmo tempo. Mas não eram ônibus normais, eles eram mais curtos! Com um terço do número de assentos que tem um ônibus normal, possuía carpete e ar condicionado. Todas as pessoas entraram no primeiro ônibus, enquanto nós entramos no segundo.
Então o ônibus se moveu e virou à esquerda, se desviando do caminho para o Centro. Seguiu por uma longa rua na área rural que margeava um enorme lago. O do outro lado do lago, lá longe, eu podia ver os prédios do centro da cidade. E aflita, eu me perguntava por que não estava indo para onde eu queria. Teria tomado o ônibus errado?
Na nossa vida, precisamos escolher que ônibus tomar antes de ver para onde ele vai. Mas e quando não sabemos sequer aonde queremos chegar? Muita gente não sabe o que quer. Eu quero tudo, mas não tenho vidas suficientes para realizar.
Maio 11, 2009 às 1:38 pm (4. Textos, 5. Diário Virtual)
Tags: amizade, relacionamento

Qual a diferença entre a amizade infantil e a amizade adulta? Estive pensando sobre isso e decidi escrever. Não para crucificar uma ou outra, mas descobrir o que cada uma tem de bom.
Lembro-me das amizades que fiz na minha infância. Naquele tempo, parecia que eu jamais me separaria dos meus amigos. Parecia que eles sempre estariam ali comigo, eu não tinha medo de que fossem embora. Ao mesmo tempo, eu vivia mudando de cidade e adorava! Por isso deixei muitos para trás sem nem sequer me importar. Por mais que amasse meus amigos, eu sabia que faria novos na próxima cidade. Eu nunca estaria sozinha.
Me tornei adolescente e as amizades se tornaram ainda mais fortes. Eu defendia meus amigos com unhas e dentes, seja lá qual fosse a ameaça, e isso era mútuo. Minha opinião era transparente enquanto pessoas falsas eram apedrejadas em praça pública. O maior medo que me assolava era o medo de perder meus amigos. Nunca mais desejei mudar de cidade, não queria me distanciar.
Mas, como já disse no post sobre o livro O Enigma do Quatro, as pessoas surgem em nossas vidas, cumprem seu papel e depois simplesmente seguem seus caminhos. E por mais que telefonem e mandem e-mails, todos mudam com o tempo. Como ema e avestruz, separados geograficamente por milhões de anos, cada um se adapta à sua realidade, e a vida segue.
E assim surgem as amizades adultas: depois de muito fazer grandes amigos, e estes se tornarem colegas, e então conhecidos, e então desconhecidos. Com os anos, cada um cria um escudo em torno de si, contra o desapontamento e a solidão. Mas este escudo é grande demais e atrapalha a visão de quem o usa.
Meses atrás eu me sentia sozinha e sem amigos. Confesso!!! Mas então tomei a decisão de jogar o escudo pela janela e me aproximar mais dos outros, sem medo. Assim descobri que quase todos se sentiam tão sozinhos quanto eu, muitos amigos me confessaram isso. Agora alguém me responda: isso faz sentido? Se várias pessoas se sentem sozinhas, por que não se juntam e ficam felizes e saltitantes até que o imprevisto os separe?
É essa a equação: somar o que há de melhor em cada época da vida. A despreocupação da infância, a lealdade da adolescência e as facilidades que os adultos têm em dar manutenção a amizades distantes. Essa é a minha equação, da minha vida. E é com base nela que eu vou evoluir para o próximo estágio. E você, já pensou na sua forma de amizade?
Violeta Flor do Cerrado. Nunca mais ouvi falar de você, amiga. Você não existe na internet! Será que escrevendo seu nome aqui, um dia você me acha? =)
Maio 10, 2009 às 1:27 am (1. Ilustrações)
Tags: carro, cor, corel, desenho, gato, ilustração, vetor
Olá! Hoje vou postar um desenho que eu fiz meses atrás, mas que estava parado até semana passada, quando a Alina me obrigou a terminar
Final do ano passado, estávamos a Alina, a Kellen e eu correndo atrás do nosso trabalho interdisciplinar. Tínhamos feito pipoca e em seguida decidimos sair de carro, mas tenho a impressão de que não foi uma boa idéia comer e dirigir ao mesmo tempo… Então fiz esse desenho para ilustrar a situação:

É óbvio que eu não dirigia um conversível vermelho, mas quem se importa?
Ah, agora eu posso ser seguida no Twitter ![]()
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cya!
Maio 7, 2009 às 10:52 pm (4. Textos)
Tags: caldwell, crítica, enigma do quatro, francesco colonna, hypnerotomachia, livro, paul harris, resenha, thomason, tom sullivan

Voltando a falar sobre livros que eu li e gostei, hoje o assunto é O Enigma do Quatro, de Ian Caldwell e Dustin Thomason.
O Enigma do Quatro foi um livro que me prendeu do início ao fim. Conta a história de Tom, um jovem americano prestes a se formar em Princeton que, juntamente com seu amigo Paul, procura desvendar os segredos do Hypnerotomachia Poliphili, um livro enigmático que foi publicado na Renascença, na mesma época da Bíblia de Gutemberg. Ao mesmo tempo, existem outras pessoas com o mesmo objetivo, que fariam qualquer coisa para conseguir. E entre inimigos e aliados, eles seguem as investigações até que suas próprias vidas sejam colocadas em risco.
O interessante é que quanto mais Tom se concentra na resolução das charadas que o livro traz, mais obcecado ele fica. É como uma droga. Ou, para ser mais light, na aba do Enigma diz que o Hyperotomachia “exerce um poder hipnótico sobre aqueles que o estudam”. A dependência é tamanha que chega uma hora em que Tom precisa decidir entre o livro e a namorada!
As charadas do Hypnerotomachia são boas, mas falando francamente, não foram elas que me prenderam como leitora. O lado mais atraente do livro é quando ele fala sobre as relações humanas, deixando claro que o bem mais precioso que possuímos são as pessoas ao nosso redor, em contraste com o vício de Tom pelo livro. Grande parte é contado em flashback, como Tom conheceu cada um de seus três amigos de quarto, como se apaixonou por sua namorada, histórias que seu pai lhe contava, etc.
Li O Enigma do Quatro em Floripa, durante as férias de Janeiro, e lembro claramente como eu ia para a praia com o livro debaixo do braço, chegava a ser engraçado! Lembro também de todo mundo dormindo depois do almoço e só eu acordada, lendo. Todos podiam ver minha excitação… Até que o livro terminou! Foi muito esquisito… Geralmente, quando eu gosto demais de um livro, continuo dentro dele por semanas, com a cabeça nas nuvens, imaginando… Mas com o Enigma não foi assim. Assim que terminei fiquei séria, digerindo a história. Muitos acharam que eu não tinha gostado do final. E realmente, não tinha!
Apesar da grande e prevista descoberta histórica, o final não agradou muito… O motivo é que, depois de ter me contado a história de como grandes amizades começam, esse livro fez questão de me contar como grandes amizades terminam. Pessoas entram em nossas vidas, cumprem seu papel e depois simplesmente seguem seus caminhos. Vai cada um para seu lado e fim. Dura realidade!
Fiquei chocada, não esperava isso. Mas agora já passou, me acostumei com a idéia e digo: este livro é genial! Leiam! E quanto ao nome… Bom, não se prendam ao nome. O tal “enigma do quatro” só aparece no terço final do livro…